Mitos




Mitos e ideias pré-concebidas sobre aborto
  • A infertilidade e o aborto:
    O aborto quando realizado em condições adequadas e por profissionais capacitados é um procedimento extremamente seguro. Até à data, não existem evidências de que um aborto sem complicações tenha implicações na fertilidade futura ou que provoque resultados adversos em gravidezes subsequentes.
  • A contracepção de emergência e o aborto:
    A contracepção de emergência é um método contraceptivo a que se pode recorrer depois de uma relação sexual em que não foi utilizada contracepção ou quando existe falha no método contraceptivo utilizado regularmente. Esta pílula actua de várias formas para prevenir uma gravidez, consoante a altura do ciclo menstrual em que é tomada. Isto é, pode impedir ou atrasar a ovulação; pode impedir a fertilização (o encontro do óvulo com o espermatozóide), espessando o muco cervical e dificultando a mobilidade dos espermatozóides; ou ainda, impedir a implantação do ovo na parede do útero (nidação). Esta pílula actua sempre antes de ocorrer uma gravidez, uma vez que esta, segundo a Organização Mundial de Saúde, só é considerada a partir do momento em que ocorre a nidação. Por isso, não é uma pílula abortiva.
  • DIU e o aborto:
    Este é um assunto que tem vindo a ser muito discutido nos últimos anos.

    O DIU é um pequeno dispositivo que se coloca no útero de forma a evitar uma gravidez. A sua presença desencadeia uma resposta inflamatória que faz com que os espermatozóides e/ou óvulos sejam destruídos pelos glóbulos brancos. Por outro lado, este dispositivo actua também ao nível do endométrio impedindo que a implantação do ovo no útero (nidação) ocorra.

    De acordo com a Organização Mundial de Saúde uma gravidez só começa a partir deste momento. Assim sendo, o DIU não pode ser considerado um método contraceptivo abortivo. .





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